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Repensando as relações humanas

23 de setembro de 2019

A comunicação é algo inerente ao sujeito. Entretanto, várias são as formas e múltiplos são os olhares através dos quais o sentido e o significado ecoam.

 

É preciso promover o  aprofundamento de temas relevantes e aplicáveis às áreas do saber que trabalham com a fala, com a escuta e com o cruzamento desses horizontes, bem como para o aprimoramento de qualquer indivíduo nas suas relações interpessoais, seja no âmbito pessoal ou profissional, obtendo assim, novas habilidades em comunicação e uma evolução da compreensão sobre as tomadas de decisão.

Logo, não é de hoje que o profissional deixou de ser visto como uma máquina, que só produz. Passou a ser encarado também como o que realmente é: um ser humano que possui necessidades, virtudes e defeitos. E essa é, a propósito, uma das principais preocupações defendidas pelas relações humanas.

 

O que são relações humanas?

Ao conjunto de interações que mantêm os indivíduos em uma sociedade se dá o nome de relações humanas. Estas têm por base os vínculos, muitas das vezes hierárquicos, que existem entre as pessoas e que têm lugar através da comunicação (podendo ser visual, linguística, etc.).

São consideradas primordiais para o desenvolvimento individual e intelectual de cada ser humano, já que graças a estes laços se constituem as sociedades, quer as mais pequenas (por exemplo, nas aldeias) quer as maiores (nas cidades). As relações humanas implicam, necessariamente, pelo menos dois indivíduos.

Quando este relacionamento é harmonioso, contributivo, espontâneo, gera-se satisfação e progresso. Ao contrário, quando é conflituoso, surgem obstáculos aos desenvolvimentos das atividades, gerando “emperramento” nos propósitos a alcançar. Na arte do relacionamento humano,  em um ambiente de trabalho, em que duas pessoas partilham ideias e tarefas, gera-se um convívio que poderá resultar em cooperação, em atritos, comparações, etc.

 

Há dois tipos de relações humanas:

Comunicação interpessoal: é o relacionamento entre pessoas, caracterizada através dos eventos ou acontecimentos que se verificam no lar, na escola, na empresa, na igreja, etc.

Comunicação intrapessoal: é a comunicação que mantemos conosco. É o diálogo interior. Exemplos: oração, meditação, etc.

 

Autoconhecimento é a chave

De todos os julgamentos que fazemos, nenhum é tão importante quanto o que fazemos sobre nós. Quanto maior a nossa auto-estima, maior a probabilidade de sermos criativos quanto às experiências que esperamos viver. Isto é, mais possibilidades teremos de manter relações saudáveis e não destrutivas. Maior também será nossa possibilidade de lidar com as adversidades da vida. E também, de tratar os outros e a nós mesmos com benevolência e boa vontade.

Conhecer as partes que compõem o “eu”, quais são suas manifestações, necessidades e habilidades. É conhecer o porque e como atua e sente a pessoa. Ao conhecer todos os seus elementos, que logicamente não funcionam separadamente, mas que se entrelaçam para se apoiarem um no outro. A pessoa poderá ter uma personalidade forte e unificada. Se uma dessas partes funcionam de maneira deficiente as outras se verão afetadas e sua personalidade poderá ser difícil e dividida, com sentimentos de ineficiência e desvalorização.

Outros “autos” a serem levados em conta:

Auto-conceito é a percepção, consciente e inconsciente, de quem somos. Inclui a representação que temos do nosso corpo, das nossas características físicas e psicológicas, das nossas possibilidades e limites. Bem como a avaliação que fazemos do que somos.

A autoestima é o que sentimos sobre o que somos ou imaginamos que somos. É a visão íntima que cada um tem de si mesmo, o julgamento que faz sobre sua capacidade de lidar com os desafios de vida (entender e dominar os problemas) e sobre o direito de ser feliz (respeitar e defender seus interesses e necessidades).

Auto-avaliação reflete a capacidade interna de avaliar as coisas como sendo boas, se são boas para a pessoa, se lhe satisfazem, são interessantes ou enriquecedoras, lhe fazem sentir bem e lhe permitem crescer e aprender.

Auto-aceitação é admitir e reconhecer todas as partes de si mesmo como um fato, como a forma de ser e sentir, já que somente através da aceitação se pode transformar o que é suscetível de ser transformado. Quando uma pessoa aceita a si mesma plenamente e sem condições,tanto se comporta como não se comporta inteligente, correta e competentemente, tão maior disposição o para mudar aquilo que possa estar detendo seu crescimento pessoal e a reforçar aquilo que pode ajudá-la a ser melhor a cada dia.

Auto-respeito é a certeza que a pessoa tem do próprio valor, de ser merecedora de respeito, felicidade e amor. É saber o valor que tem sem a ilusão de ser perfeito ou superior a outras pessoas. E acreditar que merece e deve buscar a felicidade e a satisfação pessoal.

Auto-eficiência é a confiança que a pessoa tem na própria capacidade de pensar, de entender, de fazer algo. É ela que nos dá a confiança na nossa capacidade de aprender e aprender bem, tudo o que for necessário para alcançarmos nossas metas.

Se as pessoas descobrem como agem, por que agem e tentam descobrir maneiras para compensar tais comportamentos, isso as ajudará a agir com mais eficiência no relacionamento interpessoal e na compreensão intrapessoal.

Gere empatia

A compreensão dos outros é a aptidão para sentir o que os outros pensam e sentem, sem portanto, envolver-se com tais sentimentos. Esta aptidão denomina-se empatia.

Não basta apenas sentir, você precisa imergir no sentimento do outro e procurar como melhor ajudá-lo, sem julgamentos. Multiplique as boas ações e elas voltarão para você.

Estas ações podem estar presentes no retorno de alguma informação solicitada, ao ajudar um colega e/ou alguém próximo, os exemplos são muitos. É imprescindível que você seja uma pessoa disponível e acessível. É o cultivo da habilidade de ouvir de forma genuína. Isto é, escutar cuidadosamente, com interesse real, e prestando atenção no que o outro tem a dizer.

Atualmente, o que mais vemos acontecer são pessoas com uma exímia capacidade de falar, mas pouquíssimas estão dispostas a ouvir e entender a real dor do outro. Por isso, a prática da empatia é essencial para que nos tornemos melhores profissionais.

 

Para todo profissional, acima de tudo, saber conhecer-se é fundamental para conhecer melhor o outro.

 


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